AB-InBev pode adquirir SABMiller

Acionistas aprovam fusão AB InBev-SABMiller que vai criar gigante do sector de cerveja

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Os accionistas da SABMiller deram luz verde à oferta de compra de 79 mil milhões de libras (cerca de 92 mil milhões de euros) da Anheuser-Busch InBev, possibilitando a terceira maior fusão da história, avança o Financial Times.

A votação, realizada esta quarta-feira, 28 de Setembro, num hotel em Londres, resultou em 95,5% de votos favoráveis por parte dos accionistas da SABMiller à oferta de 45 libras por acção.

A empresa resultante da fusão das duas produtoras de cervejas vai manter o nome da AB InBev e ficará com mais de 30% da quota de mercado. A operação deverá estar concluída a 10 de Outubro.

O consumidor comum provavelmente não sentirá os efeitos desta fusão. Apesar das preocupações entre as cervejeiras artesanais, há quem defenda que poderá ter um efeito positivo para as mesmas, porque a criação de uma empresa tão grande poderá encorajar os apreciadores da cerveja artesanal a manifestar-se ainda com maior força em favor das empresas mais pequenas e independentes.

 

Contexto

Em Setembro passado a Anheuser-Busch InBev (AB-InBev), a maior empresa de cerveja do mundo, anunciou as suas intenções de comprar a segunda maior, a SABMiller. Para além de negociações difíceis, as empresas tiveram de fazer cedências, como a venda de algumas marcas que detinham. E por tratar-se de um conglomerado multinacional, a fusão também teria de receber aprovação de 21 jurisdições por todo o mundo.

Nos Estados Unidos um grupo de defensores da cerveja artesanal colocou uma acção em tribunal contra os dois gigantes da cerveja, argumentando que o negócio violava as regras de antitrust e que seria devastador para a competição.  O Departamento da Justiça acabou por dar luz verde ao negócio, apesar de ter investigado recentemente a AB-InBev pelo uso de práticas injustas para levar os distribuidores a dar preferência às suas cervejas em detrimento das concorrentes artesanais.

Para além das preocupações sobre um monopólio injusto, uma investigação recente concluiu que a fusão das tuas companhias poderá atirar aproximadamente 5500 pessoas para o desemprego nos anos seguintes.

 

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