Mont des Cats

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Mont des Cats

Produzida por Chimay (Bélgica)
Estilo: Belgian Strong Ale
Álcool/vol: 7,6%

“Mont des Cats” é um pequeno monte no norte de França onde a abadia Ste-Marie Mont des Cats está localizada desde a sua fundação em 1650. Esta região é conhecida como a Flandres francesa porque tem uma história de produção de cerveja muito rica e com muito em comum com a Bélgica. Aliás, a fronteira belga fica a apenas a alguns quilómetros de distância.

Igreja Saint-Bernard da Abadia de Mont des Cats

Igreja Saint-Bernard da Abadia de Mont des Cats

Como é habitual nas trapistas, o motivo principal para a Mont de Cats lançar esta cerveja foi a obtenção de um rendimento extra para a abadia, que também produz queijo. Apesar do rótulo referir “cerveja trapista”, a Mont des Cats não possui a certificação e selo de “Cerveja Trapista Autêntica”. Para isso ser possível, a cerveja teria de ser produzida dentro do próprio mosteiro, mas na realidade a cerveja é produzida pelos monges trapistas belgas de Chimay, na abadia Notre-Dame de Scourmont. As duas abadias têm há muito tempo uma excelente relação e a criação desta cerveja foi uma forma de praticarem o espírito de solidariedade e cooperação tradicionais na Ordem Trapista.

Aparência: cor âmbar; não filtrada; pouca espuma.

Aroma: tipicamente belga, apesar de pouca intensidade do carácter da levedura (tudo indica que é produzida com levedura da Chimay); algum malte com nuances envelhecidas; algum álcool.

Na boca: o malte tem uma presença forte e aparentemente só a presença igualmente forte do lúpulo é que impede que o doce subjacente seja afirmativo. O amargor é limpo, profundo e rápido, mas o contraste do malte torna-o moderado e perfeitamente tolerável. O sabor em álcool também se faz notar e promove o típico aquecimento da boca, especialmente ao engolir. A carbonatação é moderada a elevada, como é frequente neste estilo. O sabor não é especialmente complexo, mas tem um nuances interesantes que normalmente associamos à cerveja mais madura, que passou vários meses a envelhecer.

O que me ocorre dizer é que é agradável. Não é das trapistas mais marcantes, mas tem os seus motivos de interesse e não é de forma alguma uma decepção. Acredito que tenha sido planeada para ser suficientemente distinta das Chimay e evitar comparações, mas confesso que prefiro a oferta da marca belga.

Mont des Cats

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