A mistura de bebidas alcoólicas não aumenta a ressaca

A mistura de bebidas alcoólicas não aumenta a ressaca

A maioria dos consumidores de bebidas alcoólicas parece acreditar que o tipo de bebidas alcoólicas e/ou a forma que as consomem tem, por si só, impacto no seu bem estar mais tarde. Quando falo em “bem estar” refiro-me, obviamente, a uma eventual ressaca e às proporções desta 😄 .

Já ouvi quem dissesse que depois de trocar de cerveja para uma outra bebida, não poderia voltar a beber cerveja no mesmo dia, porque “caía mal”. Outros recusam-se a misturar determinadas bebidas. Há até uma espécie de ditado popular, pelo menos nos Estados Unidos, que diz que a cerveja antes do vinho pode ser, mas ao contrário não é boa ideia (beer before wine and you’ll feel fine, wine before beer and you’ll feel queer). Etc.

As convicções são quase sempre baseadas em crenças populares e experiências muito informais e pessoais, que, talvez também pela presença de álcool, geralmente deixam muito a desejar em termos de objectividade e rigor científico 😉 .

A verdade é que de vez em quando sai um estudo sobre este tema, e, que eu tenha conhecimento, a conclusão do meio científico é essencialmente sempre a mesma: é a quantidade de álcool consumida que realmente interessa.

--> Pode ler aqui (em inglês) um estudo recente que aborda este tema.

Quando alguém bebe várias bebidas diferentes em pouco tempo, com teores alcoólico muito diferentes, é muito normal que perca a noção da quantidade de álcool que realmente consumiu. Aqueles dois pequenos copos de whisky que bebeu podem parecer pouco em termos de volume, mas em termos de álcool poderão ser o equivalente a várias (muitas…) cervejas ou copos de vinho, por exemplo.

Para ser rigoroso é importante referir que tecnicamente há bebidas que, pela natureza da sua elaboração e ingredientes, poderão contribuir mais para o efeito da ressaca do que outras, mas a quantidade total de álcool ingerida é claramente o factor determinante.

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